Mairiporã é uma daquelas cidades que São Paulo atravessa sem olhar. Quem sobe a Fernão Dias rumo
a Minas passa direto, achando que é só mais um trecho de serra antes do pedágio. É um erro compreensível — e
conveniente para quem já descobriu o contrário.
O município fica encravado na Serra da Cantareira, na divisa norte da Região Metropolitana de
São Paulo, e é reconhecido pelo Estado como município turístico. Seu ponto mais alto, o Pico do Olho d'Água,
chega a 1.162 metros de altitude. Para efeito de comparação: é mais alto que boa parte de
Campos do Jordão em cota de acesso — só que a 40 minutos da Zona Norte da capital.
O que sustenta o turismo aqui são dois elementos: a água e a mata. A Represa Paulo de Paiva
Castro se estende por mais de 10 quilômetros. O entorno concentra trilhas, cachoeiras, paredões de escalada,
pesqueiros e uma cena gastronômica de estrada que costuma surpreender quem chegou esperando pouco.
Este guia reúne o que vale a pena conhecer, organizado por tipo de programa — e três roteiros prontos no
fim, para quem prefere não decidir nada.